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Fernando Mattos

Doutor em Música

Fernando Lewis de Mattos, nascido em Porto Alegre em 1963, é bacharel em música pela UFRGS, onde concluiu o Mestrado em 1997, alcançando o grau máximo com a dissertação A ‘Salamanca do Jarau' de Luiz Cosme: Análise Musical e História da Recepção Crítica. Sua tese de Doutorado, intitulada Estética e Música na Obra de Luiz Cosme, está voltada para a investigação de aspectos estéticos e estilísticos da obra de Luiz Cosme e sua relação com o modernismo na música brasileira.

Após ter lecionado no Projeto Prelúdio-UFRGS, entre 1987 e 1998, Mattos passou a integrar o quadro de professores do Departamento de Música da mesma Universidade, onde tem atuado como professor das disciplinas Fundamentos da Música, Harmonia, Análise Musical, Estética da Música, Música de Câmara e Arranjos Vocais.

De suas atividades como compositor, constam obras para diversas formações, tais como peças para instrumento solista, música de câmara, canções, música coral, música orquestral, peças didáticas, transcrições e arranjos vocais e instrumentais, além de experiências com música eletroacústica. Suas obras têm sido apresentadas no Brasil e no exterior e registradas em diversos CDs, alguns dos quais receberam importantes prêmios regionais. Sua música orquestral tem sido tocada pela Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, Orquestra de Câmara da Ulbra e pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

Fernando Mattos realiza música de cena para teatro e cinema, além da produção de material sonoro para participação em exposições. Destaca-se, nesse sentido, a instalação sonora Sons da Universidade, em que sons coletados em diferentes ambientes da UFRGS foram processados e apresentados em diversas formas, desde sua configuração original até sua transformação por meio de processamento eletrônico e uso de sintetizadores.

No cinema, Mattos participou como instrumentista da trilha sonora do filme Anahy de las Misiones (1997) e como compositor e diretor musical do filme Concerto Campestre (2004). Neste filme, a música é elaborada como um personagem em cena, pois é parte integrante da narrativa que aborda a trajetória da orquestra formada por um estancieiro no período áureo das charqueadas, na região de Pelotas.

Também segue nessa linha, a peça Eros (1995), do Grupo Porto de Figuras e direção de Paulo Balardin, com técnica de teatro de sombras. Uma característica desta peça é o fato de que não há texto verbal, sendo que toda a cena (essencialmente visual) é dramatizada pela música.

Atualmente, Mattos está trabalhando na trilha musical para a série de saraus Quintanares - o universo ficcional de Quintana recriado no palco, em que é realizada leitura dramática de textos e poemas de Mario Quintana, em comemoração ao centenário do nascimento do poeta, com direção de Sandra Dani e cenografia de Élcio Rossini.

Mattos tem atuado como diretor artístico e musical de conjuntos de câmara para a elaboração e preparação de concertos e para a gravação de CDs, alguns dos quais têm sido premiados. Em março de 2004, coordenou, na França, um quinteto de música de câmara que apresentou repertório com estréias internacionais de música brasileira na Cité Internationale Universitaire de Paris.

Como musicólogo, dedica-se à análise da obra de compositores de Porto Alegre, assunto sobre o qual desenvolve pesquisa sobre os compositores Luiz Cosme e Bruno Kiefer. Mattos escreve artigos para periódicos especializados em música e estética, textos para encartes de CDs e programas de concerto, além de participar de conferências e debates, em universidades e centros culturais.

Em março de 2004, Fernando Mattos recebeu o Prêmio Açorianos como melhor compositor erudito, oferecido pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre.

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